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Construção de cenários alternativos através da Análise de Sensibilidade

Terça-Feira , 26 Abril 2011

 

 

O que é a Análise de Sensibilidade?

A análise de sensibilidade visa, em geral, determinar a região no espaço dos parâmetros em que o resultado obtido permanece válido. A expressão “análise de sensibilidade” é também frequentemente utilizada como sinónima de determinar quais os parâmetros mais "sensíveis", i.e. aqueles cujo valor importa definir com mais precisão.

Em que contextos é útil a aplicação da Análise de Sensibilidade?

Fazer uma análise de sensibilidade é quase sempre aconselhável. No entanto, em momentos de grande incerteza de mercado, ou existindo dúvidas sobre alguns dos principais pressupostos do estudo de viabilidade (por exemplo: procura, capacidade de produção, taxa de inflação, gastos, etc.) a análise de sensibilidade deve ser feita.

Quais os principais métodos de Análise de Sensibilidade?

Existem vários métodos paras se fazer uma análise de sensibilidade a um estudo de viabilidade:

 Estimativa dos cash-flows em futuro incerto.
 Método da teoria da decisão.
 Métodos de simulação.
 O método de Monte-Carlo.

Estimativa dos cash-flows em futuro incerto - em futuro incerto, a estimativa de cash-flows será efectuada a partir de uma distribuição de probabilidades. Na generalidade, são consideradas 3 hipóteses que podem representar os estados da economia: uma hipótese alta ou optimista; uma hipótese média e uma hipótese baixa ou pessimista. De forma a obter maior precisão, atribui-se às hipóteses um coeficiente de probabilidade. O risco poderá ser avaliado através do afastamento tipo dos cash-flows. Quanto maior o afastamento tipo, maior será o risco do projecto.

Método da teoria da decisão - através de um conjunto de métodos, procura dar apoio na tomada de decisões racionais e consistentes em situações de incerteza.

 o critério pessimista (maximin de Wald).
 o critério optimista (maximax de Hurwick).
 o critério do lamento (regret) mínimo (minimax de Savage).
 o critério da insuficiente razão (de Laplace).

O maximin é um critério pessimista, dado tomar em consideração apenas as situações mais desfavoráveis. Considera que a natureza é hostil e que, por isso, ocorrerá sempre o estado da natureza que pode prejudicar mais. Trata-se de um critério a adoptar quando o investidor prefere o risco mínimo.

O critério de Hurwick do rendimento maximax opta por uma média ponderada da situação mais favorável e da situação menos favorável, i.e., define um índice Pessimista-Optimista. O critério maximax é um critério a adoptar pelo investidor puro, aquele que investe desde que exista uma esperança mínima de rendibilidade.

O critério de Savage considera que, estando os cenários (Pessimista, Esperado e Optimista) fora do controlo do investidor, é incorrecto comparar os cash-flows das variantes em diferentes cenários. Os cash-flows de cada variante devem ser comparados com os cash-flows das restantes variantes, apenas no mesmo cenário. Uma vez decidida a opção a realizar e ocorrido o cenário, o decisor sente pesar por não ter optado pela melhor opção. E é esse lamento que se pretende minimizar.

O critério de Laplace considera que, não se conhecendo o verdadeiro cenário, todos os cenários possuem igual probabilidade.

Método de simulação - consiste em simular situações possíveis para diferentes variáveis do projecto (por exemplo: Investimento, Vendas; Gastos; PMR, PMP, etc.) e determinar o impacto dessas simulações nos critérios de decisão (VAL, TIR, etc.). É claramente o método mais simples e o mais utilizado, sendo extremamente eficaz.

Método de Monte-Carlo - é uma técnica de simulação estatística, que é implementada através de uma sequência de operações, atribuindo uma distribuição de probabilidade a um conjunto de variáveis que caracterizam o projecto: dimensão do mercado, preço de venda, investimento, período de vida do projecto, valor residual, etc.

Gerando números aleatórios, é possível simular a ocorrência de cada cenário para cada variável, estabelecendo uma dada especificidade para o projecto, associada a determinadas probabilidades. Repetindo n vezes o processo para as variáveis consideradas, gera-se uma distribuição de probabilidades para a TIR e VAL do projecto.

No entanto, são identificadas logo à partida duas limitações do método: i) Considera que as variáveis são independentes e nem sempre são; ii) Dificuldade em fixar, à priori, as distribuições de probabilidade das variáveis explicativas.

Autor: Jorge Caldeira
http://monitorizaraperformance.blogspot.com/

Texto retirado do Ebook ® Caderno 7 – Elaboração de Estudos de Viabilidade
(Em conformidade com o SNC)
www.rcrempresas.com


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