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Consumo e investimento explicam desagravamento da economia portuguesa
Quarta-Feira , 19 Agosto 2009
Ao longo do segundo trimestre, os portugueses soltaram um pouco os "cordões à bolsa". O consumo corrente subiu, o de bens duradouros esteve menos travado, o mesmo tendo sucedido com o investimento. Já as exportações e, em maior medida, as importações, acentuaram as quedas.
Foram estas as razões, segundo explica o INE na síntese de conjuntura hoje divulgada, que estiveram por detrás da estabilização surpresa da economia portuguesa. Entre Março e Junho, o PIB cresceu inesperadamente 0,3% por comparação com os três primeiros meses do ano, tendo abrandado, ainda que muito ligeiramente, a queda homóloga, que passou de 3,9% para 3,7%.
"O indicador de consumo privado apresentou uma redução menos intensa no segundo trimestre de 2009, em resultado do contributo positivo do consumo corrente e menos negativo do consumo duradouro", escreve o INE.
Também o investimento apresentou "uma variação negativa menos intensa, reflectindo a evolução registada em todas as componentes, principalmente na de material de transporte".
Já em relação ao comércio internacional de bens, o segundo trimestre foi de acentuar de quedas. As taxas de variação homóloga nominal das importações e das exportações foram "fortemente negativas" – de -27,6% e de -25,2%, respectivamente – o que traduz um novo recuo face ao trimestre anterior, de 2,6 pontos percentuais, no caso das importações, e de 1,5 pontos, no das exportações.
Fonte: Jornal de Negócios
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