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Exportações Portuguesas de Bens crescem 17,7% no primeiro semestre de 2011
Quinta-Feira , 11 Agosto 2011A taxa de cobertura das importações pelas exportações situou-se nos 70,9%, o que significa um aumento de 7,3 pontos percentuais (p.p.) face a igual período do ano anterior (63,6%). O défice comercial diminuiu 15,4%, com as importações a aumentarem 5,6%.
As vendas Intra e Extracomunitárias apresentaram variações homólogas de 17,7% e 17,4%, respectivamente, com a União Europeia a representar 75,6% das nossas exportações totais e a contribuir com 13,4 p.p. para o crescimento global de 17,7%.
Os Países Terceiros registaram uma participação nas exportações globais 24,4%, contribuindo com 4,2 p.p. para o crescimento total.
De salientar, que se excluir da análise a rubrica referente aos Combustíveis, as exportações e importações apresentam crescimentos de 18,3% e 2,7%, respectivamente, resultando uma redução do défice comercial de 32,8%.
Em termos trimestrais, as exportações aumentaram 17,4% no segundo trimestre de 2011 (17,1% no trimestre terminado em Maio), enquanto numa óptica mensal, diminuíram 3,8% face a Maio de 2011 (variação em cadeia), e aumentaram 14,0% comparativamente a Junho de 2010.
Por grupos de produtos, as Máquinas e Aparelhos constituíram a principal exportação com uma quota de 14,4% das exportações totais, seguindo-se os Veículos e Outro Material de Transporte (13,6%), Metais Comuns (8,5%), Plásticos e Borracha (7,0%),
Combustíveis Minerais (6,6%), Químicos (5,9%), Vestuário (5,6%), Pastas Celulósicas e Papel (5,5%) e Minerais e Minérios (5,1%).
De destacar os aumentos das exportações de Veículos e Outro Material de Transporte (689 MEur; 32,0%), Químicos (345 MEur; 38,5%), Máquinas e Aparelhos (341 MEur; 12,7%), Metais Comuns (326 MEur; 22,5%), Plásticos e Borracha (214 MEur; 17,1%), Pastas Celulósicas e Papel (155 MEur; 15,4%) e Agrícolas (154 MEur; 17,5%).
Nenhum grupo de produtos registou crescimento negativo.
Por mercados clientes, Espanha foi o principal destino das nossas exportações de bens com uma quota de 25,9%, seguindo-se a Alemanha (13,8%), França (12,6%), Reino Unido (5,0%), Angola (4,6%), Países Baixos (4,1%), Itália (3,9%), EUA (3,5%), Bélgica (2,9%), Brasil (1,3%), Suécia (1,1%), México (1,0%) e Argélia (1,0%).
Com um aumento em valor de 608 MEur e 26,6 em percentagem face ao primeiro semestre de 2010, a Alemanha apresenta o contributo positivo mais influente para o crescimento global das nossas exportações, seguindo-se Espanha (581 MEur; 12,0%), França (480 MEur; 22,3%), Países baixos (176 MEur; 25,6%), Itália (162 MEur; 24,6%), Argélia (115 MEur; 119,1%), Angola (90 MEur; 10,4%) e Brasil (74 Meur; 38,8%).
As principais contribuições negativas para o crescimento das exportações foram as de Antígua e Gibraltar, ao registarem variações homólogas de -22 MEur (-98,2%) e -21 MEur (-16,6%), respectivamente.
Informação estatística disponível na Livraria Digital
2011-08-11 11:27
aicep Portugal Global
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