Notícias
QREN sustenta mais de 60% do plano de combate à crise do Governo
Terça-Feira , 15 Setembro 2009
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) vai injectar cerca de 63% do capital previsto no plano de combate à crise que o actual Governo prevê aplicar, junto do universo empresarial nacional, caso vença as legislativas. O Ministério da Economia prepara-se para lançar cinco concursos de financiamento de capital para fortalecer as firmas nacionais. Ao todo, são 270 milhões de euros.
A notícia foi avançada, recentemente, por Teixeira dos Santos aquando do périplo que efectuou pelas Pequenas e Médias Empresas (PME) do Norte. Com o pressuposto de apresentar soluções que permitam aos empresários prepararem-se para os momentos que se vão seguir à crise internacional, o ministro da Economia e das Finanças apresenta um grupo de pacotes financeiros para apoiar as PME.
Na prática, o governante anuncia a intenção da disponibilidade de 270 milhões de euros, que serão distribuídos por cinco linhas de financiamento, sendo que 149 milhões (63%) são oriundos do QREN e os restantes 130 milhões (47%) de entidades privadas. De resto, Teixeira dos Santos assegura que 80% destes fundos serão destinados às regiões de convergência do Norte, Centro e Alentejo.
Retoma não demorará muito mais tempo
O ministro da Economia justificou a intenção da criação destes financiamentos com «a importância» de se pensar, «já hoje», naquilo que se vai «ter de fazer. uma vez ultrapassada a crise». Na opinião de Teixeira dos Santos, a retoma «não demorará muito mais tempo» e, neste sentido, o país terá «de aproveitar todas as oportunidades» que possam surgir.
O governante aproveitou a sessão de abertura dos concursos para realçar o facto de que estas medidas também são importantes para dar um sinal às outras entidades que praticam financiamento, nomeadamente ao sector da banca, para que «passem a dar apoio às empresas numa perspectiva de médio e longo prazo, e não a pensar somente no curto prazo».
Teixeira dos Santos reforçou a ideia de que, apesar de já estarem a ser lançadas medidas a pensar no fim da crise, «o Estado ainda vai ser necessário para ajudar as empresas até que a crise esteja afastada de todo». Na prática, o ministro assegura que se vai manter a onda de incentivos. Resta agora aguardar pelo resultado das eleições do próximo dia 27 de Setembro.
Marta Araújo-martaaraujo@vidaeconomica.pt
Fonte: Vida Económica
Copyright © 2012 - Todos os Direitos Reservados | Actualizado em 20-01-10

