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Rendibilidade dos capitais próprios (RCP)
Sexta-Feira , 11 Março 2011O que é a Rendibilidade dos Capitais Próprios?
Designado igualmente como ROE (Return On Equity), o valor representa o equivalente à taxa máxima de remuneração obtida pelos capitais próprios em virtude de terem sido aplicados na empresa. É um dos indicadores mais importantes da análise financeira.
Para que serve a Rendibilidade dos Capitais Próprios?
Serve para medir a eficácia com que as empresas utilizam os capitais pertencentes aos respectivos sócios ou accionistas. Assim, os sócios ou accionistas podem ser levados a comparar essa taxa de remuneração com a taxa de juro que lhes poderia ser oferecida se optassem por aplicar os seus fundos em outros activos com risco semelhante.
Quanto mais elevado for este indicador, tanto mais atraente será a empresa para os eventuais investidores e maiores possibilidades terá também de desenvolver a sua actividade futura com o recurso ao auto-financiamento. No entanto, note-se que um valor elevado para este indicador poderá não ser indício de uma boa gestão, pois tal facto pode resultar dos capitais próprios serem reduzidos. Inversamente, podem existir também empresas com um indicador baixo e tal facto ser devido à necessidade da adopção de elevadas taxas de amortização e provisão.
Como se calcula a Rendibilidade dos Capitais Próprios?
RCP = Resultado líquido / Capital Próprio
Exemplo: Se uma determinada empresa apresentar uma RCP igual a 10,25%, significa que a utilização dos capitais próprios nas aplicações foi remunerada a 10,25%. Por cada 100 € investidos pelos accionistas, houve um retorno de 10,25 €.
O que é o Modelo aditivo da Rendibilidade dos Capitais Próprios?
Este modelo permite evidenciar um conjunto de factores que actua sobre a RCP.
RCP = [REA + Passivo / Capitais Próprios x (REA - i)] x (1 - t)
a) b) c)
i = ( Custos Financeiros - Proveitos Financeiros ) / Passivo
t = Taxa do Impostos sobre o rendimento
Componente Económica - Rendibilidade Económica do Activo.
Componente Financeira - Composição das origens de fundos e gasto dos capitais alheios.
Componente Fiscal - Nível de incidência fiscal.
O que é o Grau financeiro de alavanca (GFA)?
Mede a probabilidade da empresa incorrer em resultados financeiros negativos. O Grau financeiro de alavanca (GFA) serve para determinar o que a empresa ganha em termos de rendibilidade dos Capitais Próprios por recorrer aos Capitais Alheios.
O GFA será igual a 1 quando não existirem resultados financeiros. Será tanto mais elevado quanto mais negativos forem os resultados financeiros, podendo apresentar mesmo um valor absoluto negativo quando o resultado financeiro negativo superar o valor do resultado de exploração.
GFA = EBIT / EBT
O que é o Grau combinado de alavanca (GCA)?
O conceito de risco global traduz a probabilidade de os resultados da empresa se situarem a um nível inadequado ao cumprimento dos seus objectivos essenciais.
O risco global pode ser avaliado pela consideração, em simultâneo, dos níveis do risco económico e do risco financeiro.
Devido à interdependência entre a situação económica e a situação financeira, os graus financeiro e económico de alavanca estão interligados, podendo essa relação ser expressa através do Grau Combinado de Alavanca (GCA).
GCA = GEA x GFA
O risco global da empresa será tanto mais elevado quanto maiores forem os seus custos fixos, o ponto crítico, o GEA, os encargos financeiros, o GFA e o nível de incidência fiscal.
Autor: Jorge Caldeira
Texto retirado do Ebook ® Caderno 4 – Análise Económica e Financeira
(Em conformidade com o SNC)
www.rcrempresas.com

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